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XIX Simpósio Internacional: Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos

Sessão Virtual, Go to Webinar
18/11/2020 – 25/11/2020
17:00 – 18:30

Ciência mundial possui atualizações sobre os benefícios de prebióticos, probióticos e pósbióticos

O ILSI Brasil realizou seu XIX Simpósio Internacional de Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos com palestras que estão disponíveis para consulta gratuitamente

O International Life Sciences Institute (ILSI) do Brasil, por meio da Força-Tarefa Alimentos Funcionais, realizou o XIX Simpósio Internacional sobre Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos, que foi dividido em dois blocos. O primeiro, abordou o tema “Atualidades em Prébióticos, Probióticos e Posbióticos”, trouxe como palestrantes o Professor Doutor do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (FCF/USP) João Paulo Fabi e o Professor e Pesquisador Adjunto do CONICET, na Faculdade de Engenharia Química da Universidad Nacional del Litoral em Santa Fe (Ar), Dr. Gabriel Vinderola.

O webinar foi coordenado pelo Professor Emérito da FCF/USP e Chair Acadêmico do ILSI Brasil, Franco Lajolo, e pela Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica Dra. Barbara Peters. “Há quase 20 anos, fazemos este simpósio internacional, que já se tornou um marco em nossa Força-Tarefa. Todos os anos, trazemos profissionais para falar dos assuntos mais relevantes de cada setor, reunindo a nova ciência com a já consolidada”, comentou o Professor.

A apresentação do Dr. João Paulo Fabi trouxe a definição de prebióticos, segundo a International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics (ISAPP). “São componentes alimentares não-digeríveis pelas enzimas endógenas dos animais, mas que afetam a saúde destes de forma benéfica, através da estimulação seletiva do crescimento e/ou atividade biológica de microrganismos já residentes no cólon”, explicou o Professor. Em sua palestra, ele apresentou, ainda, as principais etapas para identificar se um composto pode ser reconhecido como prebiótico. São elas: a prospecção da fonte, seja ela natural ou sintética; as análises químicas, que são análises de baixa complexidade; e os estudos in vitro e in vivo. Por último, são realizados estudos clínicos com humanos, que analisam o efeito biológico do composto em grupos específicos, randomizados e em paralelo com placebo, de forma duplo-cega (nos quais nem quem aplica, nem quem recebe, sabe qual quem recebe o composto e quem recebe o placebo). O objetivo é que estes cuidados reduzam as margens de erro dos estudos.

Enriquecendo o debate, o Dr. Gabriel Vinderola apresentou as definições e apontou aspectos relevantes dos posbióticos, como: segurança de uso garantida por estudos científicos, benefícios à saúde humana e a vantagem de sua estabilidade, “um posbiótico estável é ótimo, pois pode ser mantido à temperatura ambiente e não numa cadeia de frio, que, dependendo do país, pode ser difícil de se conseguir”, completou. Ele aproveitou, ainda, para explicar que posbióticos são produtos do metabolismo dos probióticos e que, não necessariamente, um componente precisa se encaixar na categoria de probiótico para ser um posbiótico.

O segundo bloco do webinar, moderado pela Nutricionista Dra. Hannia Leon, teve como convidados a Bioquímica e Doutora em Pesquisas Biomédicas, Dra. Nimbe Torres, e o Dr. Armando Tovar, ambos do Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán (INCMNSZ), no México. Este bloco abordou o tema central “Proteínas vegetais e seus compostos bioativos: efeitos na microbiota intestinal”.

A Dra. Nimbe Torres, em sua apresentação, lembrou os benefícios do consumo de proteínas vegetais para a saúde humana e como estas podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Um dos exemplos utilizados por ela foi o feijão preto, que aumenta o metabolismo de bactérias saudáveis em nosso organismo.

Finalizando as palestras, o Dr. Armando Tovar abordou compostos bioativos e os definiu em uma dieta como “compostos presentes em alimentos cuja atividade biológica gera benefícios à saúde além de seu próprio valor nutricional”. Entre eles, se encontram as fibras dietéticas, polifenóis, fitoesteróis, alguns peptídeos e lipídios, probióticos, entre outros”. A proteína de soja também foi abordada em sua aula, sendo considerado o composto proteico vegetal mais rico em aminoácidos, compondo bem uma dieta com maior protagonismo vegetal, quando consumida em quantidades adequadas.

Para conferir todas as palestras na íntegra, acesse:

 

Bloco 1: Atualidades em Prebióticos, Probióticos e Posbióticos
Dr. João Paulo Fabi (FCF USP)
Dr. Gabriel Vinderola (Universidad Nacional del Litoral – Argentina)
https://bit.ly/3qlIwP1

Bloco 2: Proteínas vegetais e seus compostos bioativos: efeitos sobre a microbiota intestinal e benefícios à saúde.
Dra. Nimbe Torres (Instituto Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición Salvador Zubirán)
Dr. Armando Palacios (Instituto Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición Salvador Zubirán)
https://bit.ly/39vzGYs