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IV Ciclo de Debates em Nutrição Clínica

Reabilitação metabólica e nutricional pós-hospitalar do paciente grave
Sessão virtual, Go to Webinar
14/10/2020
14/10/2020

Nutrição equilibrada e fisioterapia são essenciais para a recuperação de pacientes graves

Após o período de terapia intensiva, pacientes ingerem até menos da metade de calorias recomendadas, quando não têm acompanhamento profissional adequado

No mês de outubro, o International Life Sciences Institute do Brasil – ILSI Brasil – realizou, por meio de sua Força-Tarefa Nutrição Clínica, o “IV Ciclo de Debates em Nutrição Clínica”, que teve como tema “Reabilitação metabólica e nutricional pós-hospitalar do paciente grave”. O evento, conduzido  de forma virtual, foi mediado pelo Coordenador Científico da Força-Tarefa, Dr. Dan Waitzberg, que é Médico-Cirurgião (FM/USP), Coordenador Clínico das EMTNs do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo (ICESP) e Hospital Santa Catarina; Diretor-Presidente do Ganep Nutrição Humana; e Diretor Científico da Bioma4me.

A primeira palestra foi apresentada pela Nutricionista Dra. Silvia Maria Fraga Piovacari, Coordenadora de Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein e da Pós-Graduação em Nutrição Hospitalar da Faculdade Israelita Ciências da Saúde Albert Einstein, além de membro do Comitê Educacional BRASPEN e Coordenadora do Comitê de Nutrição da SOPATI. Um dos tópicos abordados pela Dra. foi a chamada “perda adquirida”, que se refere à perda de massa muscular durante o período de internação na UTI. Os pacientes podem ter redução de  até 850g por dia deste tipo de massa corpórea, principalmente, nos cinco primeiros dias de internação. “Esta perda pode gerar consequências que se agravam de forma gradativa. Com 10% de perda, existe a redução da função imunológica; com 20%, há piora na cicatrização de feridas; com 30%, aumento de infecções severas; e em 40%, aumento do risco de mortalidade”, completou.

Este processo, que pode culminar em uma Sarcopenia, requer uma equipe multiprofissional para cuidados mais eficazes, como médicos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas e enfermeiros. Por isso, recomenda-se que, apesar da ansiedade – principalmente da família e do próprio paciente – , em retirar a sonda e reintroduzir uma alimentação sólida no pós-internação, a terapia nutricional enteral (TNE) deve ser mantida até que condições mais seguras sejam identificadas para a reintrodução da alimentação via oral, avaliando as necessidades nutricionais adequadas ao paciente.

A segunda palestra foi dada pela Dra. Maria de Lourdes Teixeira da Silva. Médica, Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral (Braspen), Coordenadora EMTN do Hospital Beneficência Portuguesa e BP Mirante e Diretora do Ganep Nutrição Humana. De acordo com ela, nos últimos 15 a 20 anos, pudemos observar grandes avanços nas terapias intensivas, relacionados à equipamentos respiratórios e circulatórios, além de protocolos clínicos. Com isso, houve ganho significativo para o sistema de Nutrição Clínica, pela menor permanência de pacientes na UTI e menor mortalidade por um conjunto de manifestações graves generalizadas (em todo o organismo) produzidas por uma infecção, denominado Sepse. A terapia nutricional intensiva é aliada ao tratamento, não apenas no período de internação, como, também, no pós-alta, que é quando o paciente mais necessita deste procedimento para sua reabilitação.

A Dra. Maria de Lourdes alertou que há estudos indicando que, na alimentação pós-UTI, a ingestão oral espontânea dos pacientes é em torno de 700 calorias; ou, pelo menos, metade de suas necessidades nutricionais indicadas. Por conta disso, torna-se ineficaz uma reabilitação. Sendo assim, o acompanhamento de um profissional de nutrição é extremamente importante. Ainda, é necessário um fisioterapeuta para conferir se há recuperação da força muscular e auxiliar neste processo.

Com o distanciamento social em virtude da Covid-19, esta necessidade gerou uma nova modalidade, o teleatendimento nutricional, para que os pacientes pós-alta possam continuar o acompanhamento com profissionais adequados, evitando regressões em sua reabilitação.

 

Para entender mais e conhecer outros detalhes sobre a reabilitação metabólica e nutricional pós-hospitalar do paciente grave, assista ao webinar completo, clicando aqui: https://bit.ly/2Im7TzQ