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Série de webinars: Atualização em Edulcorantes

Atualização em Edulcorantes
Sessão Virtual, Brasil
06/05/2021 – 20/05/2021
06/05/2021
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Consumo de edulcorantes na América Latina está abaixo do limite de segurança

Estudos mostram que os aditivos passam por rigorosos processos de avaliação, com foco na preservação da saúde humana, comprovando sua aprovação para ingestão segura

No mês de maio, a Força-Tarefa Food Safety do Internacional Life Sciences Institute (ILSI) Brasil realizou o webinar “Atualização em Edulcorantes”, que reuniu especialistas no tema para debater as bases cientificas para o estabelecimento da segurança destes aditivos, assim como a avaliação de sua exposição na América Latina. A Força-Tarefa responsável é coordenada pelas Doutoras Maria Cecília Toledo (UNICAMP) e Adriana Arisseto (UNICAMP). O evento teve apoio do ILSI Mesoamérica.

O primeiro bloco, que aconteceu no dia 06 de maio, foi coordenado pela Nutricionista Especialista em Nutrição Materno-Infantil e Saúde Pública, Dra. Silvia Ramos, que também é membro da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBC). Neste bloco, a palestra “Bases cientificas para o estabelecimento da segurança de edulcorantes” foi ministrada pela Engenheira de Alimentos e Doutora em Ciência dos Alimentos, Maria Cecília Toledo, que compõe a delegação brasileira nas reuniões do Codex Committee on Food Additives.

Em sua palestra, a Dra. Maria Cecília apontou que, não apenas no Brasil, mas em inúmeros outros países, os edulcorantes são considerados uma ferramenta importante para o controle da obesidade e do diabetes. Por isso, a segurança destes aditivos é respaldada por uma base científica sólida e bem documentada em diversos estudos. Entretanto, a autorização e os limites do uso dos edulcorantes podem variar de país para país, não por sua segurança em si, mas por aspectos culturais, econômicos e/ou políticos. Por isso, estudos mostram opiniões diferentes, mas todas avaliam, com base em dados científicos, a segurança para a saúde humana.

“Os mitos sobre adoçantes são criados por desinformação, interpretação errônea de dados e veiculação distorcida de estudos sobre essas substâncias. Tanto a mídia, quanto profissionais de saúde devem se informar sobre os processos de avaliação da segurança e aprovação do uso dos edulcorantes para, assim, compartilhar somente informação para as quais existe um consenso no meio científico”, alertou a especialista.

O segundo bloco foi transmitido no dia 20 de maio, e teve como tema central “Avaliação da exposição a edulcorantes na América Latina”. Foi coordenado pela Nutricionista e Doutora em Ciência, Georgina Gomez (Universidade da Costa Rica/ELANS), e pela Engenheira de Alimentos e Gerente de Assuntos Regulatórios Latam na Friesland Campina Ingredients, Talita Fernanda Santos Andrade (Unicamp).

Para avaliar o impacto por toda a região, este bloco teve como convidadas a Engenheira de Alimentos e Doutora em Ciência de Alimentos pela FEA/Unicamp, Dra. Adriana Arisseto, representando o Brasil; a Doutora em Ciências Químicas pela Universidade de Buenos Aires, Suzana Socolovsky, representando a Argentina; e a Engenheira Química Industrial Civil Guadalupe Echeverria, representando o Chile. Um dos pontos levantados por elas foi o mito da quantidade existente de edulcorantes em adoçantes de mesa e alimentos industrializados estar acima do índice de ingestão diária adequada (IDA) estipulados como seguros.

Em um dos estudos apresentados pela Dra. Adriana Arisseto, foi mostrado um cálculo, considerando um cenário mais conservador, da quantidade consumida por pessoas no mesmo dia, tanto de adoçantes de mesa, quanto alimentos industrializados que contenham esses aditivos. Foi constatado que nenhuma das pessoas do estudo ultrapassou a IDA e que o consumo de adoçantes de mesa é maior que o de alimentos e bebidas com edulcorantes. A maior ingestão é observada no grupo de adolescentes, acima da de adultos e crianças.

A Dra. Suzana Socolovsky, que apresentou os dados argentinos, concluiu em sua palestra que, em geral, os estudos realizados mostram não haver ingestão acima do IDA. Vale ressaltar que a referência dela são trabalhos e análises realizadas desde 2008 até a atualidade. Sem embargo, ela ressaltou a importância da continuação dos monitoramentos e exposições de todos os grupos sociais aos edulcorantes, especialmente no objetivo da substituição do açúcar para diabéticos e crianças com requisitos dietéticos específicos.

Em sua palestra, Guadalupe Echeverria considerou a avaliação da ingestão dos adoçantes de baixas calorias em crianças em idade escolar da cidade de Santiago, no Chile. Sua análise apontou que, do grupo de crianças estudado, 100% delas reportaram o consumo de um tipo de edulcorante no mês, pelo menos, sendo o aspartame o edulcorante com a média mais alta, de 1,42mg/Kg dia. Observou-se, também, que crianças de colégios particulares consomem mais stevia e menos aspartame e ciclamato, em comparação aos matriculados em escolas municipais.

Para saber mais sobre o tema, confira os webinars completos, com todas as palestras na íntegra:

Bloco 1: https://www.youtube.com/watch?v=54G5c5msBL0

Bloco 2: https://www.youtube.com/watch?v=LMAT0myYoPw