Share
Save

Quimiofobia: fato ou fake?

Quimiofobia: fato ou fake? - Impacto no cotidiano
São Paulo, Brasil
04/12/2019

A quimiofobia pode prejudicar a sociedade, atrasando avanços tecnológicos em diversos setores

A aversão irracional a tudo que tenha compostos químicos se deve à falta de conhecimento científico da população

A quimiofobia pode ser definida como um medo exacerbado e irracional a tudo que tenha procedência química. Entretanto, este pensamento é invalidado quando reconhecemos que tudo em nossas vidas é composto por química. Desde alimentação, remédios, utensílios para higiene ou soluções tecnológicas. Cada substância no universo é um produto químico, inclusive, o corpo humano.

Atentos a este preocupante cenário, o International Life Sciences Institute (ILSI) Brasil realizou no dia 4 de dezembro o simpósio “Quimiofobia: Fato ou Fake? – Impacto no seu cotidiano”, por meio das Forças-Tarefa Agroquímicos e Food Safety. O evento reuniu profissionais de saúde, nutrição, toxicologia e agropecuária, que expuseram dados científicos que comprovam os benefícios de processos químicos para a humanidade, por meio de tecnologia cada vez mais segura.

Os palestrantes convidados para a discussão foram Drª Elizabeth Nascimento (FCF-USP), que falou sobre o uso de químicos na vida diária; Dr. Gustavo Belchior (Core US), sobre quimiofobia e comunicação; Dr. Edivaldo Domingues (Unesp), que discorreu sobre praguicidas; Drª Adriana Arisseto (Unicamp), especialista em aditivos alimentares; Dra. Maria Inês Harris (Instituto Harris), que ministrou a palestra “cosméticos”; e Dra. Susanne Rath (Unicamp), que abordou o tema drogas veterinárias. O painel de discussão final, com participação de todos os palestrantes, teve como mediador o Jornalista Leandro Narloch. O evento teve coordenação científica dos Doutores Flavio Zambrone, CEO do Instituto Brasileiro de Toxicologia (IBTox); e Adriana Arisseto e Maria Cecília Toledo, ambas Professoras da Faculdade de Engenharia de Alimentos (UNICAMP).

Na palestra sobre defensivos agrícolas, o Dr. Edivaldo Domingues Velini (Unesp), lembrou que de 2018 a 2050 o consumo mundial de alimentos aumentará em 60%. Para dar conta desta demanda a biotecnologia é essencial, e pode ser usada de maneira eficaz e segura à saúde humana e ao meio ambiente.

A falta de entendimento no uso dos transgênicos ofusca sobre sua utilização, que pode ser uma das soluções para a fome no mundo.

Ainda, de acordo com Dr. Edivaldo, no Brasil, 83% de todos os transgênicos são voltados a agricultura e pecuária, setores mais representativos da economia no país. “Existe mais tecnologia em uma colhedora de café do que em um carro”, ressalta Edivaldo.

Outra ocasião na qual a química está presente são nos aditivos alimentares, como foi abordado pela Drª Adriana Arisseto (UNICAMP). Por definição, um aditivo alimentar é qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais. “A segurança dos aditivos é primordial. Isto supõe que antes de ser autorizado, o uso de um aditivo em alimentos deve ser submetido a uma adequada avaliação toxicológica. Os aditivos alimentares devem ser mantidos em observação e reavaliados quando necessário, caso se modifiquem as condições de uso”, afirmou ela.

Programação

Palestras disponíveis:

Abertura – Dr. Flavio Zambrone (IBTox)

“Químicos” na vida diária – Dra. Elizabeth Nascimento (FCF USP)

Quimiofobia e comunicação – Dr. Gustavo Belchior (CoreUs)

Praguicidas – Dr. Edivaldo Velini (FCA UNESP)

Aditivos alimentares – Dra. Adriana Arisseto (FEA UNICAMP)

Cosméticos – Dra. Maria Inês Harris (Instituto Harris)