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Café da manhã com palestra “A Relação da família com a alimentação da criança”

Café da manhã com palestra
São Paulo, Brasil
08/10/2019
Restaurante Fleming's

Comportamento familiar tem impactos na alimentação infantil 

Em café da manhã realizado pela Força-Tarefa Estilos de Vida Saudáveis, Dra. Jess Haines (University of Guelph), especialista no assunto, falou sobre os desafios de criar hábitos alimentares saudáveis no dia a dia das famílias no atual cenário

De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade no Brasil cresceu mais de 67% nos últimos dez anos. Hoje, mais da metade da população brasileira está acima do peso. Muitos destes números podem estar ligados a maus hábitos alimentares durante a infância. No dia 08 de outubro, a Força-Tarefa Estilos de Vida Saudáveis realizou o café da manhã “A relação da família com a alimentação da criança”, que abordou o tema no contexto do atual cenário familiar.  O evento teve coordenação científica do Dr. Mauro Fisberg, Pediatra, Nutrólogo e Coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI; e teve como palestrante principal a Dra. Jess Haines, Professora Associada do Departamento de Relações Familiares e Nutrição Aplicada da University of Guelph, no Canadá, e especialista no assunto.

“Criar hábitos alimentares saudáveis é a chave para reduzir estes números de obesidade e outras doenças. A primeira infância é o momento mais decisivo na moldagem do comportamento alimentar das crianças. Os hábitos consolidados neste período tendem a continuar na segunda infância, adolescência e vida adulta”, comentou a palestrante, lembrando ainda que cabe aos profissionais de nutrição e pediatria orientar as famílias sobre o que deve ou não ser feito à mesa. Para ela, perguntar às famílias sobre a dieta de seus filhos e possíveis barreiras à alimentação saudável pode ajudar a entender a melhor forma de adaptar sua orientação sobre a alimentação da criança. “Conhecer o contexto familiar é essencial”, completou.

O Dr. Mauro Fisberg mostrou uma linha do tempo de hábitos alimentares desde a pré-história. Ele lembrou que hábitos mudam conforme as eras e que o papel da criança à mesa também sofre com estas alterações, que podem ser estruturais ou sociais. Em sua apresentação, expôs dados de um estudo realizado pelo Instituto PENSI sobre distúrbios alimentares (DA) em crianças na qual observou-se que:  o tempo de refeição à mesa é de cerca de 50 minutos sendo que,  65% das crianças com DA forçam a alimentação e 81% tem distrações à mesa. “A prevenção para este quadro pode vir de diversas ações, como o apoio pré-natal, englobando a correção de problemas clínicos, uma avaliação holística do ambiente no qual a família está inserida, perguntas básicas sobre a alimentação e introdução correta de alimentos complementares”, falou Fisberg.